segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A igreja não precisa de donos ou estrelas. Ela carece de servos eficazes, longe dos holofotes

A igreja não precisa de donos ou estrelas. Ela carece de servos eficazes, longe dos holofotes

"Respondeu-lhe Felipe: Duzentos denários de pão não lhes bastam, para que cada um receba um pouco. Ao que lhe disse um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro: Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos?”– João 6.7-9

Filipe e André são discípulos de Jesus com nomes gregos significativos: “amigo dos cavalos” e “homem”. Um voltado para animais e outro para pessoas. Ambos são mais de bastidores que da linha de frente. São mencionados sempre em papéis secundários, e nunca propriamente de comando.

André é uma figura fantástica. Viveu nos bastidores e à sombra do irmão, Pedro, que ele levou a Jesus. Sempre com uma palavra positiva e colaborando para decisões. No episódio em tela, Jesus levanta a questão: onde arranjar comida para tanta gente? Já decidiu o que fará, mas experimenta os discípulos. Se foi um teste, do ponto de vista de Recursos Humanos, Filipe foi reprovado e André foi aprovado.

Quando Jesus traz o problema a Filipe, este o agrava: sete meses de salário de um trabalhador não bastariam. Filipe dramatiza o problema. André aponta numa direção. Não chega a dar uma resposta, mas devolve o problema para o Senhor, após mostrar alguma coisa. E a pista de André é assumida imediatamente por Jesus, que age a partir de sua sugestão. Se fosse se lastrear na palavra de Filipe, Jesus apenas teria o problema com cores mais vívidas.

Há gente que nunca tem soluções, e sempre aumenta os problemas. Há gente que busca soluções. E há dois aspectos mais que são elucidativos no estilo de André. O primeiro é que a conversa é entre Jesus e Filipe. Mas André se envolve. Aquilo é com ele também. Ele faz parte do grupo. Problema do grupo é problema dele. Quantos se omitem e acham que o problema é dos outros! Sempre têm uma palavra crítica e desalentadora. Não somam. Aumentam a dificuldade.

O segundo é que André vira um menino com um lanche. No meio de uma multidão ele viu um menino e seu lanchinho. Vê e valoriza as coisas pequenas. Deus diz para não desprezarmos as coisas pequenas (Zc 4.10). Coisas pequenas se tornam grandiosas nas mãos de Deus. Nem devemos desprezar as pessoas pequenas. Muitos pastores, missionários e obreiros de valor foram chamados por Deus quando eram crianças.

André é discípulo dos bastidores. Mas se envolve. A coisa é com ele, é dele e ele faz parte do todo. Não censura nem se queixa. Apresenta soluções. Vê a obra de Jesus como sendo algo que lhe diz respeito. E valoriza coisas pequenas.

A vida do homem dos bastidores foi fantástica. Missionário, chegou à Cítia, por isso é o padroeiro da Rússia. É o padroeiro da Escócia, porque teria chegado lá com o evangelho. Assim, a Igreja Anglicana comemora seu dia de missões em 30 de novembro, dia de Santo André. Morreu crucificado na Acaia, Grécia, para onde voltou. Sua agonia durou dias e ele foi posto em uma cruz em forma de x, a cruz de Santo André, o que explica o brasão da cidade deste nome no ABC Paulista. Durante a sua agonia, exortava as pessoas que vinham ver o espetáculo de sua morte a entregarem a vida a Jesus. Evangelizou até morrer.

Um homem dos bastidores, atento, dedicado e consagrado. Envolvia-se com a obra de Jesus e mostrou isso servindo até a morte. Filipe não foi um inútil. Deus o usou. Mas André é o tipo de crente que as igrejas necessitam. Há donos demais nas igrejas. E servos de menos. André é servo. Sem holofote, mas homem leal e útil. Imitemos André.

o verdadeiro sentido do natal

É o tempo de você dar e receber presentes, é tempo de enfeitar sua casa com árvores enormes e também fazer vários pedidos ao Papai Noel? Mas e o nascimento de Jesus, onde fica nisso tudo? Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Isaías 9:6
Percebem que as pessoas inventaram varias coisas para que o verdadeiro sentido do natal fosse esquecido? Crianças são ensinadas desde cedo que o Papai Noel pode realizar seus sonhos, quando o Papai Noel está no shopping são feitas enormes filas para tirar foto com ele, mas não é feito nada para celebrar o nascimento de Cristo. A maioria das pessoas não sabe que a troca de presentes aconteceu porque os reis magos trouxeram presentes para comemorar o nascimento de Jesus, a árvore de natal simboliza a promessa da vida eterna, o costume em alguns países de você cortá-la e depois replantá-la simboliza a morte e a ressurreição de Jesus, o doce em formato de bastão simboliza a presença do pastor que presenciou o nascimento de Jesus, as cores branca e vermelha, simbolizam a pureza e o sangue no sacrifício do nosso Rei.
A guirlanda de natal é um arranjo sem começo nem fim, É o símbolo do Eterno como Deus!
Todas essas coisas citadas, quase ninguém sabe o verdadeiro significado, então as pessoas usam essas coisas para ganhar dinheiro, muito dinheiro. Fazem uma verdadeira festa de aniversario e esquecem de chamar o verdadeiro aniversariante. Jesus quer está contigo todos os dias, não quer que você lembre-se dele só no Natal ou apenas em feriados isso eu falo para você que é cristão, Papai Noel não existe, mas Jesus sim e ele está de braços abertos para você, esperando você ir ao seu encontro.
Não se esqueçam de dar Parabéns, ao Aniversariante mais importante de todos, Parabéns Jesus! Desejo a todos um Feliz Natal!

O CUIDADO COM AS OVELHAS

O CUIDADO COM AS OVELHAS
Texto áureo: "Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas (Jo 10.11)
INTRODUÇÃO – Quando se fala de pastor não há como não se lembrar de rebanho ou de ovelhas. Pastorear ovelhas e pessoas há grandes similaridades. Veremos que Pastor não é auto produzido, mas é um ofício que depende de Deus, as características dos pastores de Israel e os cuidados que o pastor deve ter para com a ovelha.
1. O QUE É UM PASTOR – Pv 27.23 É uma pessoa chamada por Deus, que conhece o estado das suas ovelhas e coloca o seu coração sobre elas. Para isto precisa ser:
1.1. Vocacionada por Deus - I Co 7.20 – A vocação de Deus é a condição "sine qua non" para o desempenho de qualquer ministério eclesiástico.
1.2. Capacitada para o ministério II Co 3.5 A capacitação dada por Deus vai habilitar o indivíduo ao bom desempenho do seu ministério. Alguns já foram vocacionados, ainda não foram capacitados.
1.3. Preparada para toda boa obra - II Tm 2.15
a) Preparação na escola da vida – Gl 6.17 Paulo tinha experiência de vida suficiente para o ministério. Esta preparação chama-se maturidade.
b) Preparação secular – At 7.22 Antigamente se julgava desnecessário o conhecimento secular no âmbito eclesiástico. Hoje essa teoria tem caído diante da tecnologia que fez cumprir a profecia de Daniel em 12.4
c) Preparação teológica – At 4.31 Para pregar com ousadia ou autoridade, como fazia Jesus, há a necessidade de conhecimento teológico.
1.4. Qualificada – Ter qualificações e apresentar o seguinte caráter:
a) Irrepreensível – Fp 3.6 – O ministro qualificado para a obra é aquele cuja, vida diante de sua comunidade, não se encontra repreensão ou qualquer reprovação.
b) Temperante – I Tm 3.2 – Comedido, temperado, controlado. Temos a nossa disposição dois tipos de controle: o autocontrole, que é o controle das nossas emoções e o controle do alto, que é o controle do Espírito Santo.
c) Sóbrio – Tt 2.11, 12 – A sobriedade fala de equilíbrio. E o obreiro deve ter equilíbrio moral, emocional e espiritual.
d) Ordeiro – O ministro deve cumprir os seus deveres e ordenar a sua vida em todos os aspectos, tais como: ministerial social, familiar, conjugal, pecuniário, etc.
e) Modesto – O arrogante é obstinado em sua própria opinião, é desobediente, mesmo diante de evidencias não aceita correção, ponderação ou conselho de outra pessoa. Não se deve separar para o ministério pessoa com tais qualificações.
f) Controlado – Tt 1.7 - O obreiro deve ter o controle da sua vida, atitudes, atividades, família, finanças, etc.
g) Cordato – I Tm 3.3 – O ministro deve ser inimigo de contendas. Ele dever ser ministro da paz e da harmonia, buscando a unidade do grupo e o respeito dos seus pares.
h) Justo – Tt 1.8 – Juízo e justiça são a base do trono de Deus. Jesus veio para julgar justamente. Certamente exige que os seus obreiros sejam imparciais.
i) Piedoso – Tt 1.8 – Piedoso no caráter significa ser santo e santidade é uma característica que nos relaciona diretamente com Deus como diz o apostolo Pedro. I Pe 1.15, 16
2. OS PASTORES DE ISRAEL – Poderemos incluir nesta lista os Juízes que eram um misto de Julgadores e condutores do povo.
2.1. Os Reis - I Sm 16.11Davi foi um Rei tirado de entre as ovelhas. Alguns falharam na sua missão por lhes faltarem o característico cheiro de ovelha.
2.2. Os Sacerdotes – Is 61.6 É interessante a posição do Sacerdote, pois ele deve estar no meio do povo para ouvir o seu clamor e apresentá-lo ao Senhor.
2.3. Os Profetas – Ex 34.28 Enquanto o sacerdote está no meio do povo o Profeta deve estar mais próximo do Senhor para não ser influenciado e assim transmitir uma mensagem "pura" ao povo.
3. ISRAEL FOI DESTRUIDO POR LHE FALTAR VERDADEIROS PASTORES - Faltando pastores faltou também o conhecimento para o Povo, causa da sua queda.
3.1. Pastores levianos – Jr 8.11 O pastor tem que ter a responsabilidade de dizer ao povo não o que ele quer ouvir, mas o que precisa ouvir.
3.2. Pastores exploradores – Ex 34.1-6 A exploração do rebanha continua nos nossos dias. O pastoreio é exercido apenas dos púlpitos e o interesse gira em torno do que a ovelha produz.
3.3 Pastores sem compromisso com a verdade – I Rs 22.7,8 Acabe não estava interessa em uma palavra genuína, verdadeira, mas em palavras que apetecesse o seu ego. Os verdadeiros profetas foram descartados por ele e sua esposa.
4. O CUIDADO COM AS OVELHAS – As ovelhas necessitam de cuidados especiais em pelo menos quatro aspectos da vida eclesiástica:
4.1. Espirituais
a) Edificação – Ef 4.12 Edificar o rebanho com a pregação e ensino consistente da palavra do Senhor.
b) Comunhão – Js 1.16,17 Manter-se e conduzir o povo à comunhão íntima com o Senhor.
c) Fé – Hb 11.6 Ensinar o rebanho a andar por fé diante do Deus do impossível.
4.2. Morais
a) Mentira – Jo 8.44 Ensinar e pregar contra a mentira. Essa prática tem corroído muitas pessoas, grupos e ministérios. (ver no Youtube – Casa de Davi)
b) Pecado – Rm 6.23 Ensinar abertamente sobre o pecado os seus males e conseqüências.
4.3. Psicológicos
a) Auto-estima – Fp 4.13 O rebanho precisa de mensagens que o levante.
b) Coragem – Is 41.10 Encorajar o rebanho a enfrentar todos os obstáculos confiado na graça e misericórdia do Senhor.
c) Crítica – Criticar de forma construtiva e elogiar de forma equilibrada. Lembre-se Repreensão deve ser feita em particular e o elogio em público.
4.4. Administrativos
a) Objetividade – Ser objetivo na condução das atividades administrativas
b) Organizado – Uma boa organização passa pelo planejamento (Lembre-se: urgente é aquilo que não foi planejado)
c) Liderança – Tt 1.5 Distribuir os cargos e funções de forma sábia e equilibrada. Deus nunca erra na distribuição dos dons ministeriais. (Ele nunca mandaria Pedro subir o monte em lugar de Moisés. Pois ele teria subido 40 vezes para saber os detalhes que Moisés recebeu de uma só vez).
CONCLUSÃO – É fato que o reino de Deus tem se expandido com o crescimento da Igreja e a pluralidade das Denominações. Porém há-te se notar a falta da figura do verdadeiro pastor ou do cuidado que as ovelhas merecem. Qual a preocupação maior de um Pastor à frente de um rebanho? O valor de uma alma é muito grande aos olhos daquele que por nós morreu. Alguns excluem com tanta facilidade uma ovelha que levou anos para ser alcançada. E nós pastores daremos conta ao Senhor das almas que ele nos confiou a pastoreá-las. Que ele nos ajude a cumprir bem a nossa missão.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

CINCO PRINCÍPIOS PARA PASTORES

I – INTRODUÇÃO

Existem cinco princípios básicos para os quais os pastores devem estar bem atentos. O verdadeiro pastor deve ter o cuidado de zelar por suas ovelhas para que elas sejam sadias e livres das garras dos lobos e cães que estão sempre procurando devorá-las.



II – 1º PRINCÍPIO: CUIDAR DAS OVELHAS – Atos 20: 28, 29.



O pastor deve estar atento para o bem estar de suas ovelhas. O Espírito Santo nos constituiu bispos (pastores) para cuidarmos de Suas ovelhas. As ovelhas pertencem a Jesus, mas Ele levanta pastores para cuidar delas. (Efesios 4: 11).

Existe o perigo de lobos que sempre estão envolta do rebanho procurando um meio de devorar as ovelhas. Estes lobos são homens malignos que falam coisas pervertidas para atraírem os discípulos atrás deles.

Himineu e Fileto são exemplos bíblicos de homens pervertidos que conseguiram arrastar atrás deles algumas ovelhas do Senhor. (II Timóteo 2: 18, 19).

Mas Jesus já fez uma advertência em João 10: 4, 5, quando afirmou: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz e não seguem a estranhos.” Sim, a verdadeira ovelha ouve a voz de seu pastor e não segue a estranhos.



III – 2º PRINCÍPIO: CONHECER AS OVELHAS – João 10: 14, 15.



Jesus, como o Bom Pastor, conhece suas ovelhas e delas também é conhecido. O pastor deve conhecer quem são suas ovelhas. Mas, ele deve conhece-las não somente por informação, mas principalmente por revelação. ( II Coríntios 5: 16).

Pedro era uma ovelha eu Jesus conhecia muito bem. Quando ele disse que “estava pronto para ir até a prisão e à morte por Jesus”, o Senhor lhe disse: “hoje mesmo me negarás três vezes antes que o galo cante.” (Lucas 22: 33, 34). Jesus o conhecia por dentro. O verdadeiro pastor deve conhecer muito bem suas ovelhas, tanto suas virtudes como suas fraquezas, para melhor poder cuidar delas.



IV – 3º PRINCÍPIO: PROCURAR AS OVELHAS – Lucas 15: 4.



A ovelha é um animal manso e indefeso. Não sabe andar sozinha. Precisa dos cuidados de seu pastor. Por isso, ela é um tipo dos filhos de Deus. O Senhor nos compara com ovelhas porque Ele quer que vivamos inteiramente debaixo de seus cuidados. Quando uma ovelha se perde nos pastos ou caminhos, o pastor verdadeiro vai atrás e cuida dela para que volte e seja curada.

Por outro lado, se a ovelha sai do rebanho e não volta é porque “ão era dos nossos”. (I João 2: 19).

O pastor procura aquela que verdadeiramente sabe que é sua ovelha e que precisa de seus cuidados.



V – 4º PRINCÍPIO: ALIMENTAR AS OVELHAS – Salmo 23: 1-3.



O pastor leva suas ovelhas às pastagens verdejantes. Pastos verdejantes são aqueles bem cuidados, que têm boa irrigação de água. A água é a Palavra de Deus (João 15: 3). O bom alimento é aquele que sai da pura Palavra de Deus sem nenhuma adulteração. O pastor verdadeiro traz o alimento fresco para suas amadas ovelhas. Ele sabe conduzi-las às pastagens verdejantes. Ou seja, ele tem sempre um alimento fresco e rico para suas amadas ovelhas. Esse alimento fará com que as ovelhas cresçam sadias e fortes na presença do Senhor. (Hebreus 5: 14). Existe mantimento sólido na Palavra de Deus, mas precisamos crescer para dele comermos. O pastor conhece o grau de espiritualidade de suas ovelhas e dá o alimento certo.

VI – 5º PRINCÍPIO: PROTEGER AS OVELHAS – João 10: 10.



A ovelha precisa da proteção de seu pastor. Existem lobos e cães sempre à procura de ovelhas para devorar. Mas o pastor atento não permitirá a sua aproximação.

Por quê a serpente tentou a Eva quando ela estava distante de Adão? Por quê Paulo diz que depois da sua partida os lobos viriam? É porque os lobos e os cães sabem que diante do pastor fica mais difícil a aproximação, pois eles podem levar cajadadas. Por isso, eles procuram aproximar quando as ovelhas estão sozinhas.

“A tua vara e o teu cajado me consolam.” (Salmo 23: 4). Sim, a vara e o cajado consolam quando estamos errados e desviados. Somos protegidos contra as investidas dos lobos e dos cães.

VII – CONCLUSÃO

Deus aconselha aos pastores verdadeiros que cuidem do rebanho com zelo de Deus (II Coríntios 11: 2); que cuidem do rebanho como sendo de propriedade de Deus e não sua. (I Pedro 5: 1-4).

A ovelha que está debaixo da autoridade de seu pastor está protegida e bem cuidada.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

LIÇÃO 03 - O DEUS QUE INTERVÉM NA HISTÓRIA

LIÇÃO 03 - O DEUS QUE INTERVÉM NA HISTÓRIA

INTRODUÇÃO

Ao contrário do que prega o Deísmo1 -que admite a existência de Deus, mas ensina que ele não está interessado na história da humanidade- ao lermos a Bíblia, podemos ver claramente Deus intervindo na história: livrando, guiando, operando milagres, respondendo orações, exaltando, abatendo e executando seus eternos propósitos, conforme a sua soberana vontade. Ao contrário dos deuses de prata e ouro, obra das mãos de homens, que “Têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não vêem; Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes têm, mas não cheiram; Têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta” (Sl 115.5-7), o nosso Deus é o Deus vivo, que intervém na história da humanidade e faz tudo que lhe apraz (Dt 32.39; Jó 5.8-13,18; Sl 115.3; Ec 8.3; Dn 2.20-22).

I - DEUS INTERVÉM NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE

De acordo com as Escrituras Deus criou e preserva a sua criação (Gn cap. 1,2; Ne 9.6; At 17.28; Ef 1.11). Por isso, Ele tem todo o direito de governar sobre a criação e de intervir na história da humanidade. Devemos entender, no entanto, que este governo e intervenção está baseada, sobretudo, em seu infinito amor, que deseja o melhor para nós. Vejamos, então, alguns exemplos da intervenção de Deus na história:

1.1 A intervenção de Deus na queda do homem: Quando Adão desobedeceu a Deus e comeu do fruto da árvore da ciência do bem e do mal (Gn 3.1-6) o homem herdou a natureza pecaminosa e ficou destituído da glória de Deus (Rm 3.23;5.12,17-19). Porém, Deus não permitiu que o homem permanecesse eternamente escravizado pelo pecado. Por isso, Ele prometeu enviar a semente da mulher e, na plenitude dos tempos, enviou seu filho ao mundo para morrer pelos nossos pecados (Jo 3.16,17; Gl 4.4; Ef 2.1-10).

1.2 A intervenção de Deus no dilúvio: Desde que o pecado entrou no mundo, a maldade passou a fazer parte da história da humanidade. No entanto, à medida que a humanidade ia se multiplicando, multiplicava-se também a corrupção e a violência (Gn 6.1-12). Satanás tinha como objetivo separar definitivamente o homem do seu criador. No entanto, Deus intervém, punindo aquela geração ímpia com o dilúvio (Gn 7,8) e, por intermédio de Noé, dá início a uma nova geração (Gn 9.7,19).

1.3 A intervenção de Deus na confusão das línguas: O propósito de Deus era que o homem povoasse a terra (Gn 1.28; 9.7). No entanto, os descendentes de Noé desejaram edificar uma torre para não se espalharem sobre a face da terra. Deus, porém, interviu mais uma vez e trouxe a confusão das línguas, impedindo assim que os homens concluíssem a sua obra e fossem forçados a se espalharem e povoarem a terra (Gn 11.1-9).

1.4 A intervenção de Deus nas cidades de Sodoma e Gomorra: A Bíblia afirma que os moradores de Sodoma e Gomorra eram maus e grandes pecadores contra Deus (Gn 13.13; 18.20). Por esta razão, Deus os destruiu, fazendo chover enxofre e fogo sobre aquelas cidades, mas poupou o justo Ló (Gn 19.12-30; II Pe 2.7).

1.5 A intervenção de Deus na nação de Israel: Nenhuma nação do mundo experimentou tantas intervenções divinas como a nação de Israel. Em quase todos os livros da Bíblia podemos ver Deus intervindo naquela nação, quer seja suprindo necessidades (Ex 15.27; 16.13,31); quer seja dando livramento (II Cr 20.1-30); quer seja operando milagres (Ex 7.19-11.10; 14.15-26); quer seja chamando e capacitando líderes (Ex 3.1-20; 31.1-11; Js 1.1-9; I Sm 3.1-14; 16.1-13), etc.

1.6 A intervenção de Deus no futuro da humanidade: Não precisamos estar temerosos quanto às coisas futuras, pois o futuro já nos foi revelado na Palavra de Deus (Am 3.7; Ap 22.6). Por isso, temos a certeza que em breve estaremos com o Senhor Jesus e estaremos livres de todo e qualquer sofrimento (Ap 1.18; Jo 14.1-3; 17.24; I Ts 4.17).

II - COMO DEUS INTERVÉM NA HISTÓRIA?

As Escrituras revelam Deus intervindo na história da humanidade, tanto de forma individual como de coletiva. Vejamos:

2.1 Individualmente: Muitos servos de Deus tiveram experiências que provam claramente a intervenção de Deus em suas vidas, tais como: Adão, ao ser expulso do Jardim do Éden (Gn 3.23); Caim, que foi amaldiçoado por Deus, por matar seu irmão (Gn 4.10-12); Enoque, ao ser trasladado por Deus (Gn 5.24); Jacó, que teve o seu nome mudado, quando lutou com o anjo no Vau de Jaboque (Gn 32.22-28); Daniel, quando Deus o livrou da cova dos leões (Dn 6); e tantos outros servos de Deus que estão registrados nas Escrituras, como reis, sacerdotes, profetas, apóstolos, etc.

2.2 Coletivamente: Deus também intervem na história de forma coletiva, como podemos observar no juízo de Deus, por ocasião do dilúvio (Gn 6-8); na confusão das línguas (Gn 11.1-9); na destruição das cidades de Sodoma e Gomorra (Gn 19.24-28); na formação e preservação da nação de Israel (Gn 12.1-3; Ex 19.5,6); na destruição dos cananeus, como está registrado no livro de Josué; no envio do profeta Jonas a cidade de Nínive (Jn 1-4); na destruição do exército de Senaqueribe (II Rs 19.32-35); nas experiências dos servos de Deus em Babilônia, registradas no livro do profeta Daniel, etc.

III - QUAIS OS PROPÓSITOS DE DEUS NA INTERVENÇÃO DA HISTÓRIA?

O principal propósito da intervenção de Deus na história é a salvação da humanidade. No entanto, existe outros motivos pelos quais Deus intervém na história. Vejamos:

3.1 Guiar: Como guiou o servo de Abraão, quando este foi buscar uma esposa para Isaque (Gn 24.27) e guiou a Israel no deserto (Dt 8.2,15; 32.12; Sl 78.14,52,53).

3.2 Prover: Em diversas ocasiões, Deus intervém para prover necessidades, como aconteceu com Hagar (Gn 21.19), Israel no deserto (Ex 15.27; 16.13,31); Elias (I Rs 17.4-6), e tantos outros.

3.3 Livrar: Deus também intervém para dar livramento a seu povo, como aconteceu com Daniel na cova dos leões (Dn 6.1-22); Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, na fornalha de fogo (Dn 3.25,26); Israel, nos dias do Rei Josafá, quando os amonitas, moabitas e os da montanha de Seir vieram ao seu encontro (II Cr 20.1-30); Pedro, quando estava na prisão (At 12.5-12); Paulo, durante o naufrágio (At 27.1-44), etc.

3.4 Revelar seus propósitos: Em muitas ocasiões, Deus intervém na história, afim de revelar seus propósitos, como apareceu a Abraão, para revelar a destruição das cidades de Sodoma e Gomorra (Gn 18.17-22); como revelou em sonhos a Faraó, os sete anos de fartura e os sete anos de fome (Gn 41.1-37); apareceu por meio de uma teofania2 a Manoá, para anunciar o nascimento de Sansão (Jz 13.3-20); revelou em sonhos a Nabucodonosor, os reinos vindouros (Dn 2.1-49), etc.

Estes são apenas alguns, dos muitos propósitos pelos quais Deus intervém na história da humanidade.

CONCLUSÃO

Uma vez que cremos que Deus é o criador de todas as coisas, devemos entender também que Ele exerce total domínio sobre a criação. Por isso, ele intervém na história da humanidade, sempre com o objetivo de proporcionar bem estar ao homem, bem como executar seus eternos propósitos.

O DEUS QUE INTERVÉM NA HISTÓRIA - Gn 6.1-7

O DEUS QUE INTERVÉM NA HISTÓRIA - Gn 6.1-7

Lição 3 - 19/10/2008

Texto Bíblico: Is 46.9,10 Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro Deus, não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio e, desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam.

CARACTERÍSTICAS DO DEUS QUE TUDO PODE

1. ELE É INDEPENDENTE

A sua vontade é soberana - Gn 6.7 E disse o SENHOR: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito.
A sua vontade é imperiosa - Gn 3.14 E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós.
A sua vontade é imutável - Ml 3.6 Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos.

2. ELE É INCOMPARÁVEL

Faz o impossível acontecer - Lc 1.37 Porque para Deus nada é impossível.
Faz o inexistente acontecer - Hb 11.3 Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.
Faz o inexplicável acontecer - Mc 4.41 E sentiram um grande temor, e diziam uns aos outros: Mas quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem?

3. ELE É PROFETIZADOR

Revelador de mistérios - Dn 2.28 Mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de acontecer nos últimos dias; o teu sonho e as visões da tua cabeça que tiveste na tua cama são estes:
Revelador de segredos - Am 3.7 Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.
Revelador de enigmas - I Co 13.12 Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido

A Organização do Serviço Religioso

O contexto da presente lição é de celebração pela construção e dedicação dos muros:

“E, na dedicação dos muros de Jerusalém, buscaram os levitas de todos os seus lugares, para os trazerem, a fim de fazerem a dedicação com alegria, louvores, canto, saltérios, alaúdes e harpas.” (Ne 12.27)

A adoração, o louvor e o culto são temas abordados pelo comentarista.

OS LEVITAS CANTORES

“E se ajuntaram os filhos dos cantores, tanto da campina dos arredores de Jerusalém como das aldeias de Netofa, como também da casa de Gilgal e dos campos de Gibeá e Azmavete; porque os cantores tinham edificado para si aldeias nos arredores de Jerusalém.” (Ne 12.28-29)

É equivocada a ideia de que o serviço dos levitas era apenas o de cantar. Na condição de auxiliares e cooperadores dos sacerdotes, estavam envolvidos nas tarefas do oferecimento dos sacrifícios e na administração geral do tabernáculo e do templo (Nm 1.47-54; 3.6-9)

Observe que Neemias nos informa que os levitas cantores “tinham edificados para si aldeias nos arredores de Jerusalém”, e foram buscados. Com a restauração dos muros, veio também a restauração do serviço dos cantores.

O pastor Elinaldo Renovato, em seu livro “Neemias: integridade e coragem em tempos de crise”, CPAD, 2011, p. 116, destaca a importância dos músicos e cantores no culto, mas relata uma triste realidade:

“Nessa área do louvor, infelizmente, há muitas distorções. Um verdadeiro mercantilismo vil tem prejudicado a adoração a Deus. Há cantores que se transformaram em mercadores do louvor. Só cantam se receberem ‘polpudos’ cachês, de acordo com a procura e a oferta pelos “artistas” gospel. Hoje, há muitos que se dizem levitas, mas não querem submeter-se aos sacerdotes líderes, que são pastores e dirigentes, nas igrejas. Boa parte deles não tem pastor. Tem empresários”.

A prática do mercantilismo está associada ao profissionalismo, ou seja, o ganho financeiro tornou-se a razão última da atividade de muitos cantores e músicos cristãos. É absurdo o volume de CD´s gravados e lançados, de pessoas que apesar de bem intencionadas, não possuem o talento musical necessário (se desejar pode chamar de dom) para tal produção. É claro que a Bíblia diz que todo o ser que tem fôlego deve louvar ao Senhor (Sl 150.6), mas não diz que tem que gravar CD. O pior, é que depois que gravam, passam a querer que os pastores abram em todos cultos espaços para quem cantem, para assim divulgarem o seu “trabalho”.

Muitos, além de desafinados são abusados. Testemunhei no último final de semana uma cena, onde a cantora insatisfeita por não ter sido chamada para sentar na tribuna, ficou mandando indireta para o dirigente do culto. Muitos destes “levitas”, quando recebem a oportunidade para cantar, pregam, doutrinam, dão testemunho, ou seja, resolvem fazer o show completo, sem o mínimo respeito pelo dirigente e pela ordem do culto.

Há “levitas” que são adúlteros, insubmissos (ou sem pastor), beberrões, enganadores, mentirosos, iníquos disfarçados de santos, e que estão por aí enganando a todos e cantando para a sua própria glória e lucro. Precisam ser purificados pelo sangue de Jesus e abandonar a prática deliberada do pecado.

Outros “levitas” modernos querem também administrar até o som da igreja, sempre reclamam da qualidade ou da altura do mesmo.

O trabalhador é digno do seu salário (Lc 10.7), mas o abuso de alguns é descarado com a cobranças de cachês absurdos, que não se justificam. No Brasil, há levitas cantores (pregadores também) cobrando cachês de R$ 10, 20, 30 mil para se “apresentarem. Mas, como já escrevi, enquanto tiver quem pague, haverá quem cobre e ganhe. Aliás, muitos eventos promovem o mútuo interesse em ganhar públicos e dinheiro por parte de quem convida e de quem é convidado. Há casos de cobrança de ingressos. As ofertas são “rachadas” em alguns shows, chamados de cultos, entre o pastor empresário e o levita artista.

Felizmente, em meio a tanta distorção, há aqueles levitas cantores que horam a Deus e aos pastores através do seu canto, de sua música e da sua vida, e se alegram com a justa provisão de Deus.

A PURIFICAÇÃO DOS SACERDOTES E LEVITAS

“E purificaram-se os sacerdotes e os levitas; e logo purificaram o povo, e as portas, e o muro.” (Ne 12.30)

O ato de purificar-se tem conotação com santidade de vida. Pensamentos, palavras e obras devem estar livres de qualquer coisa que torne o adorador “impuro”.

A condição de “pureza” deve ser primeiro vista na liderança da igreja, para em seguida ser imitada e buscada pelo povo.

Fico perplexo com o discurso de alguns líderes, que dão ênfase a uma pureza “doutrinária” (equivocadamente com ênfase em usos e costumes), mas vivem uma verdadeira anarquia moral.

São líderes impecáveis no discurso, mas reprováveis na prática.

São líderes que combatem brincos, colares, pulseiras, maquiagem, televisão, internet, etc. mas, que estão envolvidos com corrupção, roubo, adultério, suborno, esquemas fraudulentos e toda a sorte de articulação para se manterem, ou tirar vantagem do “poder” da posição que ocupa.

São líderes rigorosos com os seus auxiliares e com o povo, mas não possuem o mesmo rigor com a sua familia. Com um discurso de falsa pureza, censuram as jovens da igreja que usam calça comprida, jóias e maquiagem, mas as próprias filhas (e até a esposa) se vestem e se adornam da mesma maneira. É preciso acabar com esta hipocrisia. É preciso combater tal incoerência.

São líderes que chamam de liberais os que não aceitam o seu legalismo e farisaísmo evangélico.

São líderes que falam do avanço do Reino, mas que negociam campos eclesiásticos e o patrimônio da igreja local. São empresários da fé metidos em questões judiciais, promotores de escândalos.

São líderes cínicos e loucos, que já perderam o temor de Deus, que já cauterizaram a própria consciência.

São líderes que se protegem na capa de “ungido”, mas que já estão reprovados por Deus.

São líderes com aparência de espirituais, mas que são carnais.

São líderes que disputam e defendem a presidência de igrejas e de convenções a todo custo, mas que já foram vomitados pelo Senhor da Igreja.

São líderes que enriquecem às custas da exploração dos simples.

São líderes que afirmam combater o diabo, mas que já venderam a alma ao próprio.

Graças a Deus pelos líderes crentes e santos que ainda militam pela causa do mestre.

Que o Senhor nos purifique (líderes, levitas e cantores) dos nossos pecados, e que nos convertamos a Ele.

CULTO E LITURGIA SANTA

Muitas das mazelas que contemplamos em nossos cultos são decorrentes do estado moral e espiritual caóticos em que vive algumas lideranças e igrejas.

O culto e a forma de realizá-lo (liturgia), deixou de buscar a glória de Deus, e agora serve aos interesses humanos da busca por cura, libertação, prosperidade, problemas de justiça, etc. As necessidades humanas estão presentes na grande maioria das mensagens e hinos, em detrimento de um louvor e de uma adoração que proclame as obras e os atributos de Deus.

Para manter alguns cultos “cheios”, a pregação da Palavra foi trocada por “atrações” ou por promessas de “bênçãos” aos espectadores ou clientes. Temos agora muitas templos cheios, mas igrejas doentes.

O culto perdeu a sua forma simples de ser, e agora, enquadrado na sua nova e moderna razão de ser (comercial), tem nomes atrativos, do tipo “Culto da Vitória”, “Culto da Conquista”, “Culto da Virada”, “Culto do Milagre” etc.

Pois é, templos grandes e cultos cheios, na cabeça de muitos é sinônimo de status e poder de liderança. É uma marca do sucesso ministerial. Puro engano e tolice.

Culto e liturgia restaurados, só serão possíveis quando a liderança e o povo forem restaurados, purificados e libertos dos seus pecados.

Que tal começarmos restaurando a oração nos cultos. O relato abaixo, feito pelo historiador Emílio Conde sobre um culto realizado entre 1925-1926, nos revela o quanto precisamos retornar às boas e salutares práticas litúrgicas:

“Às sete horas da noite os crentes começavam a reunir-se. Vêm depressa e enchem o salão. A primeira coisa que fazem quando entram é dobrar os joelhos e orar. Alguns oram alto e outros em silêncio. Mais e mais pessoas chegam, todas alegres e cheias de zelo pela obra de Deus. Ninguém fica conversando antes do culto, mas todos estão orando fervorosamente a Deus pelo bom andamento do culto”. (Texto extraído da obra “Diário do Pioneiro”, de Ivar Vingren, publicado pela CPAD, 2010, p. 142)

Os estudos no livro de Neemias estão nos oferecendo uma boa oportunidade para refletirmos sobre a nossa própria condição.

Que esta reflexão produza em nós transformação para a glória de Deus.

O COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS

O COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS

Texto Bíblico: Neemias: 10.28-33

INTRODUÇÃO

I. OBEDECENDO A PALAVRA DE DEUS
II. UM POVO SEPARADO
III. O CUIDADO COM O TEMPLO DO SENHOR

CONCLUSÃO

PREGAÇÃO EXPOSITIVA

Por George O. Wood

O que É Pregação Expositiva?

Pregação expositiva é tomar um trecho das Escrituras (um versículo, um parágrafo, um capítulo, um livro) e responder a duas perguntas: (1) O que disse? e: (2) O que diz? Ao responder a essas duas perguntas, o assunto, os pontos principais e o subpontos da mensagem são regidos pelo próprio texto. Na pregação temática, o pregador pode escolher seu esboço. Na pregação textual, os pontos principais são regidos pelo texto, e o pregador pode colocar entre os pontos o que quer se sinta levado a colocar. Entretanto, na pregação expositiva, o texto rege inteiramente o conteúdo da mensagem: não se tem liberdade de buscar ou escolher o que se quer enfatizar ou deixar passar. Vamos considerar as duas perguntas acima. Para pregar expositivamente, devo responder a ambas.

A primeira pergunta – “O que disse?” – envolve exegese e hermenêutica. Quero entender da melhor maneira possível o que cada palavra ou frase significativa para o escritor bíblico, para o povo de Deus a quem essa palavra foi primeiramente dirigida. Para isso, sirvo-me de dicionários, léxicos, concordâncias, comentários bíblicos, ou seja, qualquer coisa que me chegue às mãos para melhor entender o texto. Na grande maioria das vezes queremos passar por alto a difícil tarefa de realmente compreender a Escritura, a fim de imediatamente passarmos a aplicação. Essa é uma das razões por que certos trechos difíceis das Escrituras (como Levítico) são frequentemente deixados de lado.

Entretanto, nenhum sermão está completo se tivermos respondido apenas a primeira pergunta. Também devemos considerar: “O que diz?” Em outras palavras, tenho de passar da exegese para a aplicação. De que forma essa clássica Palavra viva se relaciona com as necessidades contemporâneas das pessoas a quem pregarei? Pregar sempre implica em se ter um pé plantado firmemente na exegese e o outro na aplicação. Os sermões serão secos como o deserto se forem somente exegéticos. A exegese apresenta o que a Escritura disse para as pessoas da época em que foi escrita; a aplicação mostra o que ela diz para as pessoas dos dias de hoje.

Não poucas vezes, uma congregação foi colocada para dormir por um sermão que nunca foi bem-sucedido em ressaltar o imediatismo das experiências cotidianas. O sermão torna-se em lição de história muito árida e tediosa. Entretanto, sermões que negligenciam a exegese em favor da aplicação eventualmente produzirão uma congregação biblicamente analfabeta, presa fácil dos falsos ventos de doutrina e dos vendavais da adversidade satânica. Em geral, se um sermão deixa de despertar interesse, inspiração ou desafio, é porque uma ou ambas as perguntas não foram devidamente respondidas pelo pregador. Philips Brooks, o grande pregador americano de outra geração, assim se expressou, com muita propriedade: “Nenhuma exortação para uma vida melhor, que não esteja fundamentada em alguma verdade tão profunda como a eternidade, pode atingir e prender a consciência [grifo nosso]”.

Paulo ordenou que Timóteo conservasse “o modelo das sãs palavras” (2Tm 1.13). Essencialmente, Paulo estava dizendo que seguia um sistema de ensino, que seus métodos de pregação e ensino não consistiam de porções de informações isoladas e exortações espirituais dispersas. Qualquer pessoa só tem de ler os escritos de Paulo para detectar o quanto são bem-ordenados. No estudo bíblico, o crente não mostrará sensatez se optar pelo método do “pula-pula”. Se, um dia, o crente lê um capítulo de Romanos, no outro, passa para um trecho de Apocalipse e, no seguinte, vai para o livro de Êxodo, permanecendo nesse procedimento aleatório por longos períodos de tempo, realmente não estará tirando nenhum proveito. Imagine estudar um manual de língua estrangeira, de história ou de ciência nesse padrão ametódico! O estudo da Bíblia não dispensa os mesmos princípios aplicados ao estudo de outros assuntos.

Se os comentários acima são verdadeiros no que tange ao estudo pessoal, também se aplicam à pregação. A minha pregação rege a exposição sistemática da verdade?

Estou produzindo um modelo das sãs palavras? O que aconteceria se um operário da construção civil tentasse construir uma casa assentando os tijolos em lugares desconexos, em vez de ajuntá-los adequadamente? Com muita frequência nossos sermões, semana após semana, são tijolos sem nenhuma relação uns com os outros. Não deveria haver uma relação entre os sermões da semana passada e os desta? Ou os do mês passado e os deste? Ou mesmo os dos últimos anos e os deste?

Alguns acham que seguir um plano de sermões, no qual o pregador leva semanas ou meses para sequencialmente levar o rebanho através de um livro da Bíblia, está na verdade inibindo o Espírito Santo. “Você não está descartando a direção do Espírito?” perguntam eles. Não, de forma alguma, a menos que sua visão do Espírito signifique que tudo o que Ele faz deva ser instantaneamente, espontâneo. Eu creio que o Espírito Santo pode me dar direção para uma série completa de estudos tão facilmente quanto para uma única mensagem. Mas nunca devo ser inflexível. Se, no meio de uma série de estudos, o Espírito Santo colocar em meu coração alguma palavra especial, não hesito em interromper a série (Obs: Continua no subsídio da próxima semana; com o subtópico: Como Fazer Sermões Expositivos).

MEDO – Um gigante que pode ser vencido!

MEDO – Um gigante que
pode ser vencido!
Supere-o com atitudes corajosas. A coragem não é ausência de medo, mas a superação do medo.
“No amor não há medo. Antes o perfeito amor lança fora o medo, porque o medo produz tormento. Aquele que teme não é aperfeiçoado em amor”. (1 Jo 4:18)
1) Definindo o que é “Medo”. O Dr. David Kornfield define o medo como: “um desejo sufocante de nos esconder, defender-nos ou fugir de algo ou alguém que nos incomoda ou nos ameaça”.
2) Quais são as conseqüências na vida de uma pessoa dominada pelo medo: 1) O medo ofusca a visão; 2) O medo paralisa; 3) O medo provoca o isolamento da pessoa; 4) O medo provoca um desgaste emocional; 5) O medo pode levar a pessoa a perder o contato com a realidade; 6) O medo pode bloquear emocionalmente.
3) Superando o medo.
1. Desenvolva sua fé em Deus (1 Jo 5:4). “Fé é coragem!”
2. Encha-se de amor (1 Jo 4:18). “No amor não há medo”.
3. Não tire os olhos do Senhor (Hb 12:2).
4. Use a armadura de Deus (Ef 6:11-18).
5. Use a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus (Ef 6:17).
6. Descanse naquilo que a Bíblia diz: “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. Direi do Senhor: Ele é o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio”. (Sl 91:1,2)
Disse Oliver Wendel Holmes: “O que se encontra atrás de nós e o que se encontra à frente são problemas menores, comparados com o que existe dentro de nós”.

REFLEXSÃO

FOMOS CHAMADOS PARA FRUTIFICAR E DARMOS TESTEMUNHOS DE QUEM SERVIMOS

(Mateus 5:13) - Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.
(Mateus 5:14) - Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;
(Mateus 5:15) - Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa.
(Mateus 5:16) - Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.

AS BEM-AVENTURANÇA ( PARA REFLETIRMOS)

A PAZ DO SENHOR!
ESTA SEMANA ESTAVA REFLETINDO SOBRE ESTAS VERDADES DITAS PELOS OS LABIOS MARAVILHOSOS E MEIGOS DO NOSSO SENHOR E MESTRE JESUS.
VERDADES INERENTES DE UMA VIDA CRISTÃ.

(Mateus 5:1) - E JESUS, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se,
aproximaram-se dele os seus discípulos;
(Mateus 5:2) - E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:
(Mateus 5:3) - Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
(Mateus 5:4) - Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
(Mateus 5:5) - Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
(Mateus 5:6) - Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
(Mateus 5:7) - Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
(Mateus 5:8) - Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
(Mateus 5:9) - Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
(Mateus 5:10) - Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
(Mateus 5:11) - Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
(Mateus 5:12) - Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Tem gente que tem tempo pra tudo, menos pra orar. E depois quer ser abençoado...

Tem gente que tem tempo pra tudo, menos pra orar. E depois quer ser abençoado...

Deus nos convida para entrarmos em sua presença. Ele nos diz que está conosco e dentro de nós, que está esperando ouvir de nós, que é poderoso e vai nos responder. Mais ainda, Ele nos fala quais os hábitos que devemos desenvolver para usufruirmos de suas bênçãos.

Nossas almas, como nossos corpos, têm requisitos de saúde e desenvolvimento. Algumas pessoas não estão dispostas a pagar o preço para desenvolver bons hábitos espirituais. Infelizmente, acabam pagando o mais alto preço por males e até morte espiritual.

No ano passado, um homem me procurou, desesperado. "Perdi meu emprego” — contou. “Venho procurando trabalho há meses, sem resultado." O desemprego não era seu pior problema. Ele continuou: "Sinto-me tão sozinho nesta situação. Ninguém na igreja se importa. Chego a pensar, às vezes, que nem Deus se importa. Sinto-me totalmente desamparado e sem esperança."

Perguntei-lhe sobre os seus hábitos espirituais. Alimentava a sua fé com responsabilidade? Orava com regularidade, buscando comunhão com Deus e ouvindo sua resposta? Ia à igreja com frequência? Mantinha amizade com pessoas mais propensas a uma vida espiritual elevada? Procurava ajudar outras pessoas com problemas?

Não, ele não estava fazendo nada daquilo. "Não tenho tempo" - o homem explicou. Com sutileza, comentei que, desempregado e solteiro, ele dispunha de mais tempo do que em qualquer outra circunstância. Ele dirigiu-me um olhar que parecia dizer: "Olha aqui, estou cheio de problemas. A última coisa de que preciso, quando me encontro no fundo do poço, é que um pastor venha me dar uma lista de obrigações."

O homem queria que alguém sacudisse uma varinha mágica para lhe dar ânimo. Dizia que desejava a presença de Deus em sua vida, mas não estava disposto a formar hábitos que desenvolvessem sua saúde espiritual.

Disciplina rigorosa
Quando fazemos da oração um hábito, permanecemos em sintonia com Deus e abertos para receber suas bênçãos. Mas é preciso fazer duas advertências em relação a isso.

A primeira é para aqueles que gostam de listas e fórmulas, para os que fazem anotações durante palestras, sublinham a leitura e já praticam um rigoroso regime espiritual. Não aumentem a lista de deveres espirituais. Vocês precisam de mais hábitos ou de hábitos mais eficientes? Você precisa se sobrecarregar ainda mais ou levar sua carga pesada para Jesus?

Receio que, para um grande número de cristãos, a disciplina espiritual se transforme em uma camisa de força recheada de exigências que sufoquem a vitalidade, a espontaneidade e a aventura da vida e da fé. Para estas pessoas, Cristo já não traz liberdade. A religião se torna um fardo pesado. A maioria das pessoas não consegue viver muito tempo desta maneira. Os poucos que conseguem desenvolvem uma postura tão hipócrita que os demais ficam torcendo para que fracassem.

Gálatas 5.1 adverte os adoradores de listas: "Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão".

Uma decisão inegociável
Minha segunda advertência é para aqueles que caem no outro extremo, igualmente errado. Talvez alguém esteja pensando que não precisa de nenhuma estrutura ou de hábitos rígidos para fazer o coração crescer. É o tipo que "toca de ouvido". Segue o fluxo espiritual Deixa o barco correr e Deus operar do jeito que quiser para ver o que acontece.

Esta atitude é, na melhor das hipóteses, ingênua; na pior, autoenganosa. Nós não podemos crescer sem estrutura, sem um objetivo em relação a nossa vida espiritual, do mesmo modo que não é possível perder peso, desenvolver tônus muscular ou aumentar o patrimônio se permanecemos sentados, esperando o que vai acontecer.

Se meu alvo é importante, tenho que me disciplinar para atingi-lo. Decido, com antecedência, que o exercício para alcançar o alvo é inegociável, caso contrário, sem sombra de dúvida, eu desisto na última hora. Por exemplo, um de meus grandes objetivos é permanecer vivo e saudável. Sei que com minha herança genética, eu seria louco se não fizesse exercícios fielmente, todos os dias. Portanto, tomei uma decisão: vou correr e o tempo que separo para correr é inegociável.

Eu não espero para sair até sentir vontade. Vamos ser sinceros! Quantos dias da semana eu tenho vontade mesmo de correr? Hoje não. Preciso ficar mais um pouco no escritório. Meu biorritmo não está bom. Está um pouco frio. Vai chover. O sol está muito quente. Meu tênis está apertado. Meus joelhos doem. O sofá está convidativo. A lista é interminável.

Quando levamos a sério nosso propósito de aprender a orar, é hora de tomar uma decisão: quero aprender quais são as disciplinas necessárias para a minha vida de oração e vou praticá-las com regularidade, sem falhar.

Manter bons hábitos de oração é inegociável. Eu sei que a vontade, sem disciplina, por si mesma não gera um relacionamento entre mim e Deus. Ao mesmo tempo, reconheço que não desenvolverei uma vida de oração rica e recompensadora se tentar fazê-lo sem disciplina.

Jesus não fez objeção ao pedido. Aproveitou a oportunidade para ensiná-los a orar, como vemos em Mateus 6.5-13.

Nenhuma outra passagem das Escrituras explica com tanta clareza como orar e o conselho que Jesus deu aos discípulos há dois mil anos se aplica a nós, ainda hoje:

• Ore regularmente. Jesus disse "quando você orar", não "se você orar".
• Ore em particular. Deus não se impressiona com demonstração pública de piedade.
• Ore com sinceridade. Deus não está interessado em fórmulas. Ele deseja ouvir o que vai em nosso coração.
• Ore especificamente. Tome a oração que conhecemos como a oração do Senhor ou Pai-Nosso como modelo.

Dias de Finados: católicos recifenses pedem ajuda à menina sem nome. E Jesus, nada

Dia de Finados no Cemitério de Santo Amaro, localizado na área central do Recife, sempre remete a uma das lendas urbanas mais famosas do Recife. É dia de prestar homenagem à menina sem nome, como é conhecida a garota enterrada como indigente em 22 de junho de 1970. Devotos atribuem à criança o poder de realizar milagres e por isso depositam todo tipo de súplicas sobre o túmulo.

Uma mãe que sofre por ver o filho envolvido com drogas pede à menina sem nome, considerada uma santa católica popular (aquela que não é reconhecida pela Igreja), que tire o rapaz desse caminho. E que ele volte a ser calmo como era antes. “Tire esse sofrimento de mim”, apela.

Outro bilhete colocado no túmulo solicita da menina sem nome ajuda para resolver um caso de traição. “Eu peço a você que afaste meu marido daquela mulher. Se eu alcançar, eu trago um presente”, promete a devota.

Num pedacinho rasgado de papel, uma mulher apela à garota que “interceda junta a Jesus Cristo e a Deus” para um parente largar o vício da cachaça e uma parente deixar de gostar do namorado. De quebra, quer ajuda para pagar as dívidas financeiras que se acumulam a cada dia.

A menina tratada como santa milagrosa pelos pernambucanos foi encontrada morta na Praia do Pina, Zona Sul do Recife. Aparentava dez anos de idade e indícios de violência sexual. A família nunca procurou o corpo da criança, que acabou sendo enterrado como indigente em Santo Amaro.

Mesmo sem ter parentes para cuidar do túmulo, o lugar onde está sepultada está sempre limpo, decorado com flores, ex-votos, jarros, velas e brinquedos. De acordo com funcionários do cemitério, o jazigo é mantido pelo povo.

Uma placa informa aos visitantes a breve história da garota: “Menina-sem-Nome. Sofreste na terra, mas por prêmio ganhaste o céu.”

A CONSPIRAÇÃO DOS INIMIGOS CONTRA NEEMIAS. Subsídio para Lição Bíblica da CPAD - 4º Trimestre/2011

A CONSPIRAÇÃO DOS INIMIGOS CONTRA NEEMIAS. Subsídio para Lição Bíblica da CPAD - 4º Trimestre/2011
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Sucedeu mais que, ouvindo Sambalate, Tobias, Gesém, o arábio, e o resto dos nossos inimigos que eu tinha edificado o muro e que nele já não havia brecha alguma, ainda que até este tempo não tinha posto as portas nos portais, (Ne 6.1)

Um inimigo é aquele que odeia alguém ou algo, e que procura sempre prejudicá-lo. Todos nós estamos passíveis de termos inimigos. A obra de Deus tem inimigos. Por bem que você faça, por íntegro que seja, sempre haverá aqueles que movidos por inveja, juízo equivocado, antipatia, cobiça ou influência malígna desejarão e buscarão sempre lhe fazer o mal.

INIMIGOS DECLARADOS

Há inimigos sem cerimônia alguma. Fazem questão que todos saibam o quanto te odeiam. As palavras e ações contra a tua vida são claras e públicas. A campanha contra o teu serviço prestado ao Reino de Deus é aberta. Nem todos os inimigos querem o teu lugar. Eles desejam apenas ver a tua derrota, o teu fracasso, a tua ruína e destruição. Os inimigos declarados nos oferecem uma vantagem, a de saber quem são e onde estão.

INIMIGOS CAMUFLADOS

Essa classe de inimigos é terrível, pois não se assumem como inimigos. Os inimigos camuflados fazem festa pra você, te recebem sempre com um sorriso largo, te honram publicamente, te abraçam, fazem juras de fidelidade, mas, no íntimo, te odeiam e não te suportam.

Os inimigos camuflados são maliciosos. Estão sempre por perto em busca de alguma vantagem pessoal: um cargo, um privilégio, dinheiro, benefícios, credibilidade, etc.. Enquanto assim agem, estão sempre envolvidos numa nova conspiração para tentar te derrubar. São cínicos, hipócritas, falso, mentirosos, covardes e diabólicos.

CONSPIRAÇÃO

Sambalate e Gesém enviaram a dizer: Vem, e congreguemo-nos juntamente nas aldeias, no vale de Ono. Porém intentavam fazer-me mal. (Ne 6.2)


Conspirar é tramar ou maquinar algo contra alguém. Os inimigos da obra de Deus e de Neemias tentaram desviá-lo do seu projeto e trabalho. Kidner (2006, p. 107-108) comenta que:

A sugestão do vale de Ono era plausível, porque estava aproximadamente equidistante de Samaria e de Jerusalém. Ao mesmo tempo, estava para Neemias mais de um dia de viagem da sua cidade, e (conforme indica Brockington) bem no limite do seu território ao noroeste, formando fronteira com os distritos de Samaria e de Asdode. Visto que estas duas regiões eram histis (cf. 4.2, 7) o plano cheirava traição. na melhor das hipóteses, a viagem teria desperdiçado dias preciosos; portanto, de modo bastante sábio, baseou sua recusa nisto, e não nas suas suspeitas. Alías, a tradução familiar: 'estou fazendo grande obra', talvez pareça ter um gosto de louvor-próprio. O sentido é melhor transmitido na, e.g., NEB: 'Tenho trabaho importante em mãos,' ou de modo ainda mais objetivo: '... uma tarefa enorme...'

Barber (2003, p. 87) descreve o episódio da seguinte forma:

Este convite, por carta, é uma medida muito astuta. Sua possibilidade é mortal. Os opositores de Neemias estão dizendo: “Vamos ser amigos. Tivemos nossas divergências no passado, mas agora você conseguiu o que queria – já construiu o muro de Jerusalém. Não podemos negar o seu direito de liderar os judeus como você acha melhor. Quer gostemos, quer não, somos vizinhos; temos de viver uns com os outros. Agora que o muro está pronto, é hora de uma conferência de paz. Escolha uma das vilas da planície de Ono. Lá poderemos reunir-nos e resolver nossas diferenças, planejando uma coexistência pacífica.” Tudo isso parece muito magnânimo. O convite promete uma resolução amigável das diferenças de muitos anos. Parece ainda mais razoável porque se sabe que os judeus estão em aperto, cansados e sofrendo pela fome. A “conferência” parece oferecer uma trégua, e certamente será vista pelos moradores de Jerusalém como uma alternativa aceitável à apoquentação. Qual o líder, com as pressões sociais dos cidadãos sobre os seus ombros, como também a responsabilidade militar de proteção da cidade, que não atenderia um convite assim tão aparentemente bondoso? Mas todos esses supostos pontos positivos deixam de lado um fato importante: até que ponto se confia no inimigo quando ele aparece repentinamente com um “ramo de oliveira” na mão? Os historiadores se lembrarão de que a mesma espécie de coisa aconteceu quando o Papa prometeu salvo-conduto a João Huss, como também tratamento justo, se ele apenas fosse à Conferência de Constança. Tais promessas não impediram que Huss fosse preso e queimado no tronco.

Os líderes da obra de Deus na atualidade precisam estar atentos diante de alguns convites para reuniões e conferências, que são verdadeiros laços e armadilhas de inimigos da obra que se fingem de amigos, entre os tais estão os políticos corruptos, que só buscam o próprio interesse, e que só aparecem repentinamente às vésperas de um novo pleito eleitoral, prometendo a terra (e se possível até o céu) para pastores e igrejas. Lopes (2006, p. 103), cita Charles Spurgeon, que nos adverte:

Se os reis vos convidarem para serdes ministros de Estado, não vos deixeis seduzir, deixando a vossa posição sublime de embaixadores de Deus.

Pregadores e pastores (e cada vez mais) trocam ou dividem o seu chamado com o sedutor poder da política secular, onde boa parte acaba se envolvendo em esquemas de corrupção. Acabam desmoralizados e reprovados como políticos e obreiros.

E da mesma maneira enviaram a mim quatro vezes; e da mesma maneira lhes respondi. (Ne 6.4)

Quando as tentativas de entreter Neemias falharam, os inimigos mudaram de estratégia. Partiram para por em dúvida os reais propósitos do servo do Senhor:

Então, Sambalate, da mesma maneira, pela quinta vez, me enviou o seu moço com uma carta aberta na sua mão, e na qual estava escrito: Entre as gentes se ouviu e Gesém diz que tu e os judeus intentais revoltar-vos, pelo que edificais o muro; e que tu te farás rei deles segundo estas palavras; (Ne 6.5-6)


É sempre assim. Quando não podem atacar a objetividade das nossas realizações, os nossos inimigos (de fora e de dentro) apelam para colocar em dúvida a subjetividade de nossas intenções. Quem ainda não sofreu, prepara-se para sofrer com calúnias do tipo "ele está querendo é o seu lugar", "o que ele quer é aparecer", "acho que ele está tramando algum golpe", etc.

Acusaram Neemias de "contratar" ou "por" profetas em Jerusalém para fazer "campanha" em seu favor, num suposto interesse em se tornar rei em Judá:

e que puseste profetas para pregarem de ti em Jerusalém, dizendo: Este é rei em Judá. Ora, o rei o ouvirá, segundo estas palavras; vem, pois, agora, e consultemos juntamente. (Ne 6.7)

No caso de Neemias, a acusação não procedia. Ele, sabiamente, a negou abertamente:

Porém eu enviei a dizer-lhe: De tudo o que dizes coisa nenhuma sucedeu; mas tu, do teu coração, o inventas. (Ne 6.8)

Acontece que usar profetas para legitimar interesses pessoais era, e ainda continua sendo prática corriqueira entre o povo de Deus. Posso citar aqui dois exemplos. O primeiro é o de alguns televangelistas que no desespero de pagar os seus horários na televisão e de manter os seus impérios pessoais, contratam profetas para anunciar milagres financeiros com base em semeaduras destituídas de pudor e de fundamentação bíblica. No final, o televangelista e o falso profeta racham os ganhos da semeadura entre si. Um outro exemplo, é o de líderes que para se manterem ou conquistarem cargos e postos (tronos e poderes), convidam pregadores-profetas para legitimarem suas ambições. Há ainda quem recorra à profecia de encomenda, contando com o apoio dos profetas ou profetisas da própria congregação.

O termo "profeta" deriva-se do hebraico nabhi (aquele que foi chamado, aquele que foi nomeado) e ocorre cerca de 309 vezes na Bíblia. O termo é usado tanto para se referir aos verdadeiros e aos falso profetas. A primeira ocorrência de nabhi está em Gênesis 20.7, onde Abraão é chamado de profeta. A segunda ocorrência acontece em Êxodo 7.1, que diz: "Então, disse o SENHOR a Moisés: Eis que te tenho posto por Deus sobre faraó; e Arão, teu irmão, será o teu profeta". É exatamente neste sentido (porta-voz) que o termo é utilizado para aqueles que falam em nome de Deus.

O termo grego para "profeta" é prophetes. Trata-se de um substantivo composto da raizphe (dizer, proclamar), do prefixo pro (antes, de antemão). Embora possa ter o sentido de "aquele que prediz", na literatura antiga a combinação do prefixo pro com os verbos para "falar" não possui a idéia de indicar o futuro. Dessa forma, profeta pode significar "o que proclama abertamente", "o que proclama em alta voz", "o que declara abertamente", "o que denuncia abertamente" etc.

Unindo os termos do Antigo e do Novo Testamento, pode-se entender "profeta" como alguém nomeado por Deus para proclamar abertamente e claramente a sua palavra. Dessa forma, a autoridade do profeta reside naquele que o nomeou e na fidelidade para com a mensagem recebida.

OS FALSOS PROFETAS

Os falsos “profetas”, ou seja, aqueles que dizem falar em nome de Deus, são reconhecidos pela ausência de frutos (caráter cristão e compromisso com Deus) em suas vidas, ou pela má qualidade dos mesmos (Mt 7.15-20). Eles geralmente;

- Falam para agradar seus ouvintes ou "patrões" ( I Rs 22.1-6 );
- Falam sem serem autorizados por Deus ( Ez 13.1-9 );
- Suas profecias tendem a afastar o povo da Palavra de Deus ( Dt 13.1-4 );
- Sempre estão procurando tirar vantagens dos seus “dons” em benefício e causa própria ( Nm 22.7; Jd 11 );

Os falsos profetas agem também no que podemos chamar de "profecia pessoal", e nesse âmbito eles fazem e desfazem namoros, noivados e casamentos, orientam líderes em decisões na igreja, atendem os "clientes" em relação às suas decisões nas diversas esferas da vida, são considerados em alguns lugares com mais autoridade do que o pastor da igreja, fazem e acontecem, pintam e bordam.

Observe algo interessante nos textos bíblicos abaixo:

Sabe que, quando esse profeta falar em nome do Senhor, e a palavra de se não cumpri, nem suceder, como profetizou, esta é a palavra que o SENHOR não disse; com soberba, a falou o tal profeta; não tenha temor dele. (Dt 18.22)

Quando profeta ou sonhador se levantar no meio de ti e te anunciar um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou prodígio de que te houver falado, e disser: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los, não ouvirás as palavras desse profeta ou sonhador; porquanto o SENHOR, vosso Deus, vos prova, para saber se amais o SENHOR, vosso Deus, de todo o vosso coração e de toda a vossa alma. Andareis após o SENHOR, vosso Deus, e a ele temereis; guardareis os seus mandamentos, ouvireis a sua voz, a ele servireis e a ele vos achegareis. (Dt 13.1-4)

Perceba que um falso profeta não é apenas alguém que fala (ou prediz) algo em nome de Deus e que este algo não acontece. O segundo texto deixa claro que um profeta ou sonhador pode anunciar um sinal ou prodígio, e que isto pode vir a acontecer, mas que tal fato não autentica a integridade e a autoridade do profeta, nem a legitimidade da profecia.

Para discernir o falso do verdadeiro a pergunta chave é: Juntamente com a profecia, há um cuidado do profeta em se manter fiel ao Deus da Palavra e à Palavra de Deus?

Lopes (Ibid., p. 103-106), percebe no texto sete armas para vencer o inimigo. São elas:

- O discernimento espiritual (v. 2)

- A compreensão da importância da obra (v. 3)

- A prudência espiritual (v. 3)

- A firmeza de propósito (v. 4)

- A integridade pessoal (v. 6-8)

- Oração por fortalecimento (v. 9b)


CONCLUSÃO

Não deseje o mal, nem a morte de seus inimigos. Ame-os e ore para que eles se convertam a Deus (Mt 5.44). Não viva temeroso ou ansioso diante de suas tramas. Confie e descanse em Deus, que é aquele que nos guarda e protege. Ele cuida de nós. Nada acontece sem a sua permissão. Assim, não pare a obra, nem pare na obra:

"E enviei-lhes mensageiros a dizer: Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco?" (Ne 6.3)

NEEMIAS LIDERA UM GENUÍNO AVIVAMENTO. Subsídio para Lições Bíblicas da CPAD - 4º Trimestre/2011.

NEEMIAS LIDERA UM GENUÍNO AVIVAMENTO. Subsídio para Lições Bíblicas da CPAD - 4º Trimestre/2011.
Marcadores: LIÇÕES BÍBLICAS, VIDA CRISTÃ

Na Bíblia há diversos relatos de avivamentos. Os avivamentos registrados na Palavra de Deus devem ser observados como parâmetro para os dias atuais, visto que há muita coisa sendo chamada de avivamento, que de avivamento não tem nada (ou quase nada).Darei ênfase neste estudo sobre as características de um genuíno avivamento com base no livro de Neemias.

Contrição

E sucedeu que, ouvindo eu essas palavras, assentei-me, e chorei, e lamentei por alguns dias; (Ne 1.4a)

Um genuíno avivamento promove contrição diante da miséria de indivíduos e povos. Choro, lamento, dor, tristeza e agonia são alguns sentimentos e emoções presentes na vida de gente avivada e sensível às condições adversas.

Oração

e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus. (Ne 1.4b)

Um genuíno avivamento desperta os crentes para o jejum e a oração. Através do jejum e da oração entramos na presença de Deus, e manifestamos diante dele um sentimento de sincera e extrema dependência.

Confissão

Estejam, pois, atentos os teus ouvidos, e os teus olhos, abertos, para ouvires a oração do teu servo, que eu hoje faço perante ti, de dia e de noite, pelos filhos de Israel, teus servos; e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, que pecamos contra ti; também eu e a casa de meu pai pecamos. (Ne 1.6)

Um genuíno avivamento resulta em confissão, que é a verbalização do sentimento de arrependimento, daquela tristeza que nos lança aos pés do Senhor, para lá nos derramarmos, gemermos, clamarmos, pedirmos e intercedermos por sua graça, misericórdia e intervenção na realidade.

Ação

e disse ao rei: Se é do agrado do rei, e se o teu servo é aceito em tua presença, peço-te que me envies a Judá, à cidade dos sepulcros de meus pais, para que eu a edifique. [...] Então, vim aos governadores dalém do rio e dei-lhes as cartas do rei; e o rei tinha enviado comigo chefes do exército e cavaleiros. [...] E cheguei a Jerusalém e estive ali três dias. [...] E, de noite, me levantei, [...] E, de noite, saí pela Porta do Vale [...].E passei à Porta da Fonte e ao viveiro do rei [...]. Então, de noite, subi pelo ribeiro e contemplei o muro; e voltei, e entrei pela Porta do Vale, e assim voltei. (Ne 2.5, 9, 11, 12, 13, 14, 15)

Um genuíno avivamento promove ações concretas. Não fica apenas na dimensão da contrição, da oração e da confissão. Os versículos acima estão recheados de verbos: cheguei, levantei, saí, passei, subi, contemplei, voltei, entrei etc. Avivamento genuíno faz. Avivamento genuíno é movimento do Espírito que não apenas comove, mas move pessoas. Move com propósito. Move para a glória de Deus.

Mobilização

Então, lhes declarei como a mão do meu Deus me fora favorável, como também as palavras do rei, que ele me tinha dito. Então, disseram: Levantemo-nos e edifiquemos. E esforçaram as suas mãos para o bem. [...]Então, lhes respondi e disse: O Deus dos céus é o que nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos;[...]. (Ne 2.18-20)

Um genuíno avivamento envolve as pessoas em torno da causa. Não é movimento, e nem ação de um homem só. Mobilização e cooperação entre o povo de Deus na realização de sua obra, são marcas distintas e presentes em vidas motivadas e inflamadas pelo Espírito e pelo desejo de servir, de cooperar, de reconstruir.

Determinação

Acabou-se, pois, o muro aos vinte e cinco de elul, em cinqüenta e dois dias. (Ne 6.15)

Um genuíno avivamento produzirá a conclusão das realizações. A força de um genuíno avivamento faz com que se avance, mesmo diante das adversidades, das ameaças, das tentativas de tirar o foco, de desestimular. Um genuíno avivamento promove desfechos bem sucedidos, fazendo a vontade de Deus prosperar, e nos fazendo prosperar na condição de canais por meio dos quais a sua vontade é executada.

Fundamentação

E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da Porta das Águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da Lei de Moisés, que o SENHOR tinha ordenado a Israel. E Esdras, o sacerdote, trouxe a Lei perante a congregação, assim de homens como de mulheres e de todos os sábios para ouvirem, no primeiro dia do sétimo mês. E leu nela, diante da praça, que está diante da Porta das Águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens, e mulheres, e sábios; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da Lei. (Ne 8.1-3)

Um genuíno avivamento é movido, dirigido e mantido pela leitura, reflexão, pregação e ensino da Bíblia. Emoções, experiências e ações precisam estar fundamentadas na Palavra. Um avivamento que não considera a Palavra nunca foi de fato um genuíno avivamento. Um avivamento que negligencia a centralidade da palavra está destinado ao fracasso.

Celebração

E toda a congregação dos que voltaram do cativeiro fez cabanas e habitou nas cabanas; porque nunca fizeram assim os filhos de Israel, desde os dias de Josué, filho de Num, até àquele dia; e houve mui grande alegria. E, de dia em dia, ele lia o livro da Lei de Deus, desde o primeiro dia até ao derradeiro; e celebraram a solenidade da festa sete dias e, no oitavo dia, a festa do encerramento, segundo o rito. [...] E sacrificaram, no mesmo dia, grandes sacrifícios e se alegraram, porque Deus os alegrara com grande alegria; e até as mulheres e os meninos se alegraram, de modo que a alegria de Jerusalém se ouviu até de longe. (Ne 8.17-18; 12.43)

Um genuíno avivamento é marcado por alegria e celebração. Diante da conclusão das realizações, alcançadas com a ajuda de Deus, resta-nos sorrir e celebrar. Um genuíno avivamento muda semblantes e atitudes. Um genuíno avivamento promove festas com propósitos legítimos, movidas por sentimentos nobres.

Adoração

E, levantando-se no seu posto, leram no livro da Lei do SENHOR, seu Deus, uma quarta parte do dia; e, na outra quarta parte, fizeram confissão; e adoraram o SENHOR, seu Deus. (Ne 9.3)

Um genuíno avivamento produz adoração a Deus. Reconhece sua bondade, santidade, justiça e verdade. Percebe sua grandeza, poder, majestade e soberania. Um genuíno avivamento não exalta os homens, exalta a Deus. Um genuíno avivamento é teocêntrico, em vez de antropocêntrico.

Contribuição

Também, no mesmo dia, se nomearam homens sobre as câmaras, para os tesouros, para as ofertas alçadas, para as primícias e para os dízimos, para ajuntarem nelas, das terras das cidades, as porções designadas pela Lei para os sacerdotes e para os levitas; porque Judá estava alegre por causa dos sacerdotes e dos levitas que assistiam ali. (Ne 12.44)

Um genuíno avivamento promove a contribuição voluntária através dos dízimos e das ofertas. Promove também uma administração responsável das mesmas por parte daqueles incumbidos desta responsabilidade. Num genuíno avivamento a “semeadura” não busca os interesses pessoais, nem qualquer tipo de barganha com Deus.

Santificação

Sucedeu, pois, que, ouvindo eles esta lei, apartaram de Israel toda mistura. [...] E, ordenando-o eu, purificaram as câmaras; e tornei a trazer ali os utensílios da Casa de Deus, com as ofertas de manjares e o incenso. (Ne 13.3)

Um genuíno avivamento produz uma forte aversão e um intenso desejo em romper radicalmente com o pecado. Liderança e liderados, quando vivenciam um genuíno avivamento, assumem uma nova postura e atitude diante de Deus e dos homens, sinalizando uma profunda tomada de consciência sobre o erro, e uma genuína transformação interior. Esquemas de corrupção, roubo, prostituição, política suja (inclusive eclesiástica), alianças vergonhosas, enriquecimento ilícito, adultério, prostituição e coisas semelhantes a estas são abominadas e abandonadas. Um genuíno avivamento gera mudança integral de vida. Um genuíno avivamento desencadeia em nós um contínuo e crescente processo de santificação.

Em tempos onde avivamento é confundido com mero barulho, emocionalismo descontrolado, apresentações coreográficas requintadas com truques tecnológicos, encenações e desempenho artístico de grupos, cantores e pregadores, ajuntamentos e manipulações de massas alienadas da Palavra, acúmulo egoísta de dinheiro, bens e propriedades motivados por distorções no ensino da prosperidade bíblica, clamemos e busquemos por um avivamento nos padrões daquele experienciado por Neemias e seus contemporâneos.

O Verdadeiro Discípulo"

O Verdadeiro Discípulo"

Tema: UMA AVALIAÇÃO BÍBLICA DA VIDA ESPIRITUAL.

Salmo 139:23, 24 "E vê se há em mim algum caminho mau..."

As seguintes perguntas devem ser respondidas "sim" ou "não".

Conforme a pergunta, a resposta "sim" ou "não" poderá indicar que existe pecado na vida que deve ser confessado, e deverá haver alguma mudança na sua vida! Não adiantará descobrir o problema se não estiver disposto (a) para mudar! (I João 1:9 ; Prov. 28:13)

Mateus 6:12 , 14e15 -> Perdão

Você tem mágoa de alguém? (não perdoa?)
Tem inveja de alguém? (não gosta de ouvir certas pessoas elogiadas?)
Justifica as suas atitudes duras?

Mateus 6:33 -> Prioridades

Cristo vem primeiro nas decisões?
Outras coisas ou pessoas impedem sua total entrega para servir Deus? ("Eu", ambição, prazer, familiares, amizades, dinheiro, planos pessoais, etc...)

Marcos 16:15 -> Evangelismo

Sou boa testemunha?
Busco as almas?
Dou escândalo?

João 13:35 -> Amor

Você fica contente vendo desgraça na vida de certas pessoas?
Você costuma brigar, gritar, e exaltar-se? (participa de contendas e divisões?)
Você ignora, de propósito, certas pessoas?

Atos 20:35 -> Dinheiro, Tempo, Talento

Você costuma roubar Deus do seu dízimo, do seu tempo, dos seus talentos?


I Coríntios 4:1e2 -> Mordomia

Você é fiel aos compromissos?
Pode-se contar com você?

I Coríntios 6:19e20 -> Santificação Pessoal

Você cuida bem do corpo? (respeita-o como templo do Espírito Santo?)
Come ou bebe sem moderação?
Tem hábitos que prejudicam e contaminam o templo do Espírito Santo? (drogas, fumo, bebidas, e imoralidades que contraem doenças?)
Tem hábitos mentais que contaminam seu espírito? (assistindo programas, filmes, leituras, ou ouve conversas.)

I Coríntios 10:31 ; 15:10 -> O "Eu"

Você costuma levar a honra de qualquer ação ou qualidade pessoal?
Costuma falar dos seus feitos e não do que Cristo fez por você?
Você gosta de falar mais sobre "eu", "meu", ou "mim"?
Você finge ser o que não é?

Efésios 4:28 ; I Tess. 4:11e12 -> Negócios

Você costuma desperdiçar o tempo do patrão? Seu próprio?
Capricha no serviço?
Procura evitar pagar dívidas? (é relaxado no pagamento?)

Efésios 4:31 -> Atitudes

Você costuma queixar-se?
Você costuma criticar e por defeito?
Você tem pavio curto?
Leva raiva e mágoa no coração?
Impacienta-se facilmente com outros? È grosseiro ou áspero?
Mostra amor mesmo quando não é retribuído?

Efésios 5:15-17 -> Tempo

Como usa o seu tempo? (Sabe valoriza-lo?)
Gasta muito tempo assistindo TV? (ou rádio, lendo revistas, e literaturas fúteis?)
Você acha necessário procurar se satisfazer por diversões mundanas?
Você ocupa seu tempo com atividades que mostra não estar satisfeitos com Cristo?

Efésios 5:20 -> Agradecimento

Dá graças a Deus por tudo mesmo?
Duvidou da bondade de Deus?
Fica angustiado, ansioso, e anda cheio de preocupações, sem confiança nos cuidados de Deus?

Filipenses 1:21 -> Objetivos

O seu viver é ocupado totalmente pelos cuidados da vida?
Você acha prazer nas "coisas" mais do que em Cristo e sua palavra?
Tem algo na sua vida mais importante do que viver para Cristo e agradá-lo em tudo?

Filipenses 2:14e15 -> Língua

Você sabe controlar a língua para não prejudicar os outros?
Fala mal dos outros por trás?

Filipenses 4:4-7 -> Louvor (Salmo 34:1)

O que é a verdadeira fonte da sua alegria?
Está revoltado quanto à maneira em que Deus conduz a sua vida?
Costuma entregar seus cuidados e motivos de preocupação a Deus?
Anda com queixas ou com louvores na boca?

Colossenses 3:9 -> Sinceridade

Você mente? (torce a verdade?)
Aumenta?
Engana? Rouba? Deixa pagar salário justo?

II Timóteo 2:20-22 -> Pureza

Você pratica hábitos que não são puros?
Abriga pensamentos impuros no coração?
Lê livros, revistas, etc... que tratam de assuntos impuros ou imorais?
Assiste ou participa de diversões impuras?

Hebreus 10:25 -> Assiduidade ou Didelidade

Você assiste todos os cultos da sua igreja?
Você conversa ou pensa em outras coisas enquanto estiver ouvindo a pregação da palavra de Deus?
Você ora, lê, e medita na Bíblia diariamente? (a palavra de Deus é-lhe interessante?)
Realiza, com a família, orações e meditações na palavra de Deus diariamente?

Tiago 1:27 -> Testemunho

Seu testemunho ficou manchado pelo mundo? (Apoc. 3:4e5)
Como está a sua maneira de vestir?
Existe qualquer coisa que manche seu testemunho diante dos incrédulos?

Hebreus 13:17 -> Submissão à Autoridade

Você aceita a liderança e direção daqueles que tem cargo na igreja?
Você é preguiçoso e indisposto a cooperar quando lhe pedem sua ajuda?
Você tem espírito teimoso que não aceita se ensinado? (se julga mais sábios do que seus líderes espirituais?)

Tiago 4:6 -> Humildade

Você se julga um crente espiritual?
Você teimosamente ensiste nos seus direitos particulares?

Tiago 4:11 -> Apoio à Obra

Você tem impedido a obra de Deus criticando os seus servos?
Deixou de orar pelos pastores e líderes?
Você se ofende pela repreensão da palavra?
Você resiste os esforços de quem procure corrigir e restaurar sua vida espiritual?

DOUTRINA

A PAZ DO SENHOR! GOSTARIA DE CONVIDAR A TODOS OS SEGUIDORE, E SIMPATIZANTES DO NOSSO BLOG A PARTICIPAREM DO CULTO DE DOUTRINA NA NOSSA SEDE EM CARUARU TODAS AS QUINTAS-FEIRAS AS 19:00 NA RUA: VIGARIO ANTONIO JORGE Nº32 BAIRRO SÃO FRANCISCO.

ONDE TODAS AS QUINTAS-FEIRAS TAZEMOS PARA A IGREJA ENSINOS DA PALAVRA DE DEUS, PROPOCIONANDO CONHECIMENTO E MATURIDADE. AGUADAMOS A TODOS. DEUS ABENÇOE A TODOS EM NOME DE JESUS.

Curiosidades biblicas

1. Quais os livros da Bíblia que tem apenas 1 capítulo ?
R: Obadias, Filemom, II João, III João e Judas.

2. Quais os livros da Bíblia que terminam com um ponto de interrogação ?
R: Lamentações, Jonas e Naum.

3. Qual o menor livro da Bíblia ?
R: II João (possui somente 13 versículos).

4. Qual o maior livro da Bíblia ?
R: Salmos (possui 150 capítulos).

5. Qual o menor capítulo da Bíblia ?
R: Salmo 117 (possui 2 versículos).

6. Qual o maior capítulo da Bíblia ?
R: Salmo 119 (possui 176 versículos).

7. Qual o menor versículo da Bíblia ?
R: Êxodo 20-13 (possui 10 letras).

8. Qual o maior versículo da Bíblia ?
R: Ester 8-9 (possui 415 caracteres).

9. Quantas palavras a Bíblia contêm aproximadamente ?
R: 773.693 palavras.

Curiosidades biblicas

Qual o Juiz que tinha: 30 filhos, que cavalgavam sobre 30 jumentas; e tinha 30 cidades...?

R: Jair (Juizes 10.3-5)

- Um dos apóstolo escreve carta em favor de um escravo fujão, qual o nome deste apóstolo?

R: Apostolo Paulo (Filemom 2)

- Qual o objetivo do APOCALIPSE?

R: Revelação de Jesus Cristo... (Ap. 1.1)

- Qual o profeta que se casou com uma prostituta?

R: Oséias (Oseias .1.2)

- Em que livro da Bíblia, fala dos três homens: Hananias, Misael e Azarias?

R: Livro de Daniel (Daniel 3.23)

- Em que ano morreu o rei Uzias, que se refere o profeta Isaías cap. 6?

R: Dados históricos: 740 a.C.

- Quanto tempo o povo de Israel ficou no Egito?

R: Quatrocentos e trinta anos (Êxodo 12.40-41)

- Qual o número, dos que saíram do Egito?

R: 600 mil de pé, somente de varões, sem contar os meninos (Êxodo 12.37)

- Quantos filhos tinha Jessé pai de Davi?

R: 8 filhos ( I Samuel 16.10-11)

- Qual o garoto que era alejado de ambos os pés, e que foi morar em um palácio?

R: Mefibosete (II Samuel 9.13).

domingo, 6 de novembro de 2011

O QUE É SUPERSTIÇÃO?

O QUE É SUPERSTIÇÃO?

Do latim. superstitione. O Dicionário Aurélio define superstição da seguinte maneira:

1. Sentimento religioso baseado no temor ou na ignorância, e que induz ao conhecimento de falsos deveres, ao receio de coisas fantásticas e à confiança em coisas ineficazes; crendice.

2. Crença em presságios tirados de fatos puramente fortuitos.

3. Apego exagerado e/ou infundado a qualquer coisa:


O Brasil, devido a mistura de raças (o índio, o negro e o europeu) é um campo fértil para as mais variadas e aberrantes superstições. A religião que deveria ser a sanadora deste problema, na verdade é a que mais o formenta. A religião indígena animista, o espiritismo africano misturado com práticas supersticiosas católicas, formaram e moldaram durante estes 500 anos as crendices do povo brasileiro.


VOCÊ ACREDITA NISSO?

Não se sabe ao certo a origem exata de como a superstição começou influenciar na vida do homem. Mas com certeza essas práticas que existem hoje tem sua origem nas antiqüíssimas religiões da Assíria, Babilônia, Egito, Grécia e Roma. São resquícios de práticas idólatras já há muito tempo condenadas pela Bíblia. O homem apartado de seu criador procura subjugar o reino das trevas através de amuletos, encantamentos, rezas portáteis e esconjuros aos quais atribuem poderes mágicos. Veja por exemplo, o ritual católico de exorcismo, mais se assemelha a rituais pagãos do que ao ensino Bíblico sobre expelir demônios. O universo das crendices é deveras enorme. Existem superstições para todas as ocasiões e pessoas. Há aquelas que são ligadas a avisos tais como:


Borboletas negras = sinal de morte.

Caiu um talher = visitas chegando.

Viajar com padres = desgraça na certa.

Vestir roupa ao avesso = recebimento de dinheiro.

Sentir a orelha quente = alguém está falando da pessoa.

Morto de olho aberto = haverá outro morto.

Ainda temos: colocar vassoura virada atrás da porta faz a visita ir embora, passar debaixo de escadas traz azar, dormir com os pés voltados para a porta traz a morte.

Tem ainda as superstições ligadas à medicina natural como simpatias para curar bronquite úlcera, dores e inflamações. Por exemplo: banhar os olhos em urina de recém nascido do sexo masculino cura conjuntivite; passar no pescoço o sangue de galinha preta cura inflamação na garganta; comer formigas para recuperar a visão; a mulher deve beber um copo de água em que o marido tenha lavado o rosto para evitar aborto.


ORIGEM DE ALGUMAS SUPERSTIÇÕES

Por que a sexta feira 13 é considerada o dia do azar?

Tudo indica que essa crendice vem de duas lendas da mitologia nórdica. De acordo com a primeira delas, houve, no Valhalla – a morada celestial das divindades –, um banquete para 12 convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga em que morreu Balder, o favorito dos deuses. Instituiu-se, então, a superstição de que convidar 13 pessoas para jantar era desgraça na certa e esse número ficou marcado como símbol do azar. A segunda lenda é protagonizada pela deusa do amor e da beleza, friga, cujo nome deu origem às palavras friadagr e Friday, “sexta-feira” em escandinavo e inglês. Quando as tribos nórdicas se converteram ao cristianismo, a personagem foi transformada em uma bruxa exilada no alto de uma montanha. Para se vingar, Friga passou a reunir-se, todas as sextas feiras, com outras 11 feiticeiras, mais o próprio satanás, num total de 13 participantes, para rogar pragas sobre a humanidade. Da Escandinávia, a superstição espalhou-se por toda a Europa, reforçada pelo relato bíblico da Ultima Ceia, quando havia 13 pessoas à mesa, na véspera da crucificação de Cristo – que aconteceu numa sexta-feira. No Antigo Testamento judaico, inclusive, a sexta-feira já era um dia problemático desde os primeiros seres humanos. Eva teria oferecido a maça a Adão numa sexta-feira e o grande dilúvio teria começado no mesmo dia da semana.


Como surgiu o costume de bater na madeira para afugentar o azar?

A versão original consistia em bater no tronco de uma arvore e sua origem mais provável pode estar no fato de os raios caírem freqüentemente sobre as arvores. Os povos antigos – desde os egípcios até os índios do continente americano – teriam interpretado este fato como sinal de que tais plantas seriam as moradoras terrestre dos deuses. Assim, toda vez que sentiam culpados por alguma coisa, batiam no tronco com os nós dos dedos para chamar as divindades e pedir perdão. “A s árvores são sagradas em todas as culturas e religiões: um símbolo universal do elemento de ligação entre o céu e a terra”, diz Maria Ângela de Almeida, teóloga da Pontífice Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Os celtas também eram adeptos desse costume: seus sacerdotes, os druidas, batiam na madeira para afugentar os maus espíritos, acreditando que as árvores consumiam os demônios e os mandavam de volta à terra. Já na Roma antiga, batia-se na madeira da mesa, peça de mobília também considerada sagrada, para invocar as divindades protetoras do lar e da família.


Por que o gato preto é considerado mau agouro?

A superstição teve origem na Idade Média, quando se acreditava que os felinos, devido a seus hábitos noturnos, tinham parte com o demônio – e se o bichano era da cor negra, habitualmente associada às trevas, pior ainda para ele. Assim, no imaginário medieval, o gato preto tornou-se tão inseparável da mística figura da feiticeira quano a vassoura voadora. No século XV, o papa Inocêncio VIII (1432-1492) chegou a incluir o pequeno animal na lista de perseguidos pela inquisição, campanha assassina da Igreja Católica contra supostas heresias e bruxarias. A perseguição atingiu seu auge na Inglaterra do século XVI, época de repentino aumento da população felina nas cidades. Consta que, em certa noite de 1560, em Lincolnshire, um gato preto foi ferido a pedradas. Encurralado, ele refugiou-se na casa de uma velhinha que costumava a dar abrigos a gatos de rua. No dia seguinte, essa pessoa também apareceu machucada – o que fez o povo local concluir que ela era uma bruxa e o gato, seu disfarce noturno. Nessa tentativa de combater o paganismo, a Inquisição inverteu uma tradição milenar, pois os gatos eram reverenciados como divindades, principalmente entre os antigos egípcios. Na França, a perseguição aos gatos durou até 1630, quando foi proibida pelo rei Luiz XIII (1601-1643). Há, no entanto, uma pesquisa do hospital de Long Island, nos Estados Unidos, que indica que, pelo menos para pessoas alérgicas, um contato com um gato preto pode ter péssimos efeitos. Isso porque os pêlos felinos dessa cor conteriam uma maior quantidade de substancias alérgicas.


Por que a ferradura é símbolo de boa sorte?

Há registros de que esse objeto já era considerado um amuleto poderoso desde a Grécia antiga. Primeiro, porque era feito de barro, elemento que os gregos acreditavam proteger contra todo mal. Além disso, seu formato lembrava a lua crescente, símbolo de fertilidade e prosperidade. Os romanos, herdeiros de boa parte das tradições gregas, adotaram também esta superstição e a passaram adiante. Os cristãos europeus, por sua vez, creditam sua origem a São Dunstan de Canterbury (924-988), monge e arcebispo inglês conhecido como grande estudioso da metalurgia, tendo aperfeiçoado as tecnicas de fabricação de sinos – além de ser músico e pintor. Segundo a lenda, Dunstan teria colocado ferradura no próprio demônio e somente as tirou depois de ouvir as promessas do capeta de que nunca mais se aproximaria do objeto. A tradição manda colocar ferradura no alto da porta, com as pontas viradas para cima, se não a sorte vai embora. Mas há países, como a Espanha, em que acredita-se que a ferradura deve apontar para baixo, para que a sorte se espalhe por toda a casa.


Quebrar espelho traz azar?

Outra superstição bem conhecida diz que se alguém quebrar um espelho vai ter 7 anos de azar. Esta crença remonta a milhares de anos, quando se acreditava que a imagem de uma pessoa, seja numa pintura ou um reflexo, era parte dela e qualquer coisa que acontecesse com a imagem, sucederia a ela.


Porque deseja-se “saúde” quando se espirra?

Quando se espirra diz-se “gesundheith” – que em alemão quer dizer “boa saúde para você” ou, como dizemos, “Deus te abençoe”. Porque não oferecemos uma oração a quem tosse, só a quem espirra? Esta crença também é muito antiga, quando se acreditava que o espírito do indivíduo morava em sua cabeça, e um bom espirro poderia faze-lo ir embora. A idéia corrente era que os espíritos maus andam rodeando, tentando entrar na cabeça da pessoa, e seus amigos deveriam dizer uma prece para manter os espíritos maus longe.

Daniel Cohen também dá outra ilustração sobre a antiga crença de que os espíritos poderiam sair do corpo: “Quando se espirra, deve-se cobrir o nariz com um lenço. É uma questão de bom senso porque o espirro espalha germes. Mas por que razão cobre-se a boca com um lenço quando se boceja? Não fazer isso é considerado grosseiro, embora o bocejar espalhe poucos ou nenhum germe. Este hábito também começou a milhares de anos, quando o homem tinha medo que seu espírito poderia escapar pela boca aberta ou que algum espírito mau pudesse entrar. Assim tapava a boca com a mão. Em nossa época esta crença antiga mudou. Há pais que dizem aos filhos para cobrir a boca ao bocejar, senão pode entrar um mosquito.


Liberte-se

O povo Brasileiro precisa urgentemente ser liberto das crendices que assolam a sua vida espiritual. A única pessoa que leva vantagem em tudo isto é o inimigo de nossas almas: o diabo, nosso adversário. A Bíblia diz que ele cegou o entendimento dos incrédulos (II Co. 4:4). Por outro lado, Jesus, veio para nos libertar das crendices e superstições. O diabo prende as pessoas debaixo do medo desses espíritos, mas a Bíblia nos diz que o Filho de Deus se manifestou para destruir as obras do diabo (I Jo. 3:8). O único poder que pode libertar verdadeiramente o ser humano é a verdade através do evangelho de Cristo, pois ele mesmo disse: “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (Jô. 8:32). Você não precisa viver mais dependendo de rezas, encantamentos, amuletos, plantas, rogos ou qualquer espécie de artifício para afugentar o mal. Não precisa ir mais na benzedeira para “trancar o corpo” ou coisa parecida, tão somente deixe Jesus entrar em seu coração e você verá que nada disso atinge um verdadeiro servo de Deus, um cristão de verdade. A Bíblia chega mesmo a dizer que “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive pecando; antes o guarda aquele que nasceu de Deus, e o Maligno não lhe toca.” ( I Jo. 5:18).

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

CULTO DE MISSOES

A ASSEMBLEIA DE DEUS CONVENÇÃO ABREU E LIMA EM CARUARU-PE CONVIDA A TODOS PARA O NOSSO 2º CULTO DE MISSOES E COMEMORAÇÃO AOS 10 ANOS A ASSEMBLEIA DE DEUS NESTA CIDADE.
NOS DIAS 20-23/10/11
20,21- PALESTRA PARA FAMILIA- AS 19:00
23,23-CULTO DE MISSOES- AS 19:00
DIVULGUE E PARTICIPE ESTAREMOS LHE AGUARDANDO!
(Esdras 10:4) - Levanta-te, pois, porque te pertence este negócio, e nós seremos contigo; esforça-te, e age.

Irã: pastor Yousef pode ser sentenciado a morte

Pastor Yousef Nadarkhani

Poucos dias depois que o Irã libertou dois norte-americanos acusados de espionagem no país, um tribunal iraniano confirmou a acusação de apostasia contra o pastor Yousef Nadarkhani e sentenciou à morte.

O tribunal da província de Gilan determinou que o pastor Nadarkhani devia negar sua fé em Jesus Cristo, pois ele vem de uma família de ascendência islâmica. O Supremo Tribunal do Irã disse anteriormente que não deveriam determinar se o pastor Yousef tinha sido muçulmano ou não em sua conversão.

No entanto, os juízes exigiram que ele se retratasse de sua fé em Cristo antes mesmo de terem provas contra ele. Os juízes afirmaram que, embora o julgamento vá contra as atuais leis iranianas e internacionais, eles precisam manter a decisão do Tribunal Supremo em Qom.

Quando pediram a ele para que se “arrependesse” diante dos juízes, Yousef disse: “Arrependimento significar voltar. Eu devo voltar para o quê? Para a blasfêmia que vivia antes de conhecer a Cristo?” Os juízes responderam: “você deve voltar para a religião dos seus antepassados, deve voltar ao Islã”. Yousef ouviu e respondeu: “Eu não posso fazer isso.”

Família

O pastor Yousef conseguiu ver seus filhos pela primeira vez desde março. Ele estava de bom humor e falava de sua enorme vontade de servir a Igreja depois que fosse libertado da prisão.

O pastor Yousef enfrentou duas audiências adicionais na terça (27/09) e quarta (28/09), com o propósito principal de o fazerem negar sua fé cristã. Os advogados do pastor Yousef tentarão apelar para que revejam a sentença, mas se o tribunal agir segundo sua própria interpretação da Sharia (lei islâmica), Yousef pode ser executado a qualquer momento.

Tecnicamente, não há mais direitos para recursos e sob a interpretação da lei da Sharia, o pastor Yousef tinha direito a três chances de se retratar. Amanhã será sua última chance de se retratar. Depois, ele poderá ser executado a qualquer momento.

Oremos pelo pastor Yousef Nadarkhani, para que Deus o proteja e o livre da sentença de morte possa ser liberto da prisão. Envolva mais pessoas para, juntos, intercedermos pelo nosso irmão.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

3º encontro de mulheres em caruaru 11,12/11/11

Assembleia de Deus convenção abreu e lima em caruaru, estarar realizando no mês de novembro o 3ºencontro de mulheres no templo sede de nossa igreja. onde contaremos com varavanas vindo de outras cidade,pregadores e do cantor e pr.Eliezer rosa. CONVIDAMOS A TODOS DESDE JÁ.


O crente é Homofóbico?

Como crente, vivendo numa época desenvolvida e cheia de informação eu pergunto; Como devemos nos portar frente a esse assunto atual, polêmico e intrigante que denominaram *HOMOFOBIA?

Qualquer manifestação de opinião pode ser mal interpretada, qualquer tipo de palavra mal colocada, texto escrito de uma forma direta e conclusivo que discordem do comportamento gay pode ser usado contra quem o escreve, estamos correndo o risco de sermos penalizados.

E isso nunca aconteceu antes, na verdade, muitas coisas não aconteciam antes.

Mas, as coisas não param por ai…(!) nunca antes eu vi um canal de televisão, ou melhor… a rede Globo de televisão tomar para si uma causa de maneira tão ferrenha e levantar uma bandeira tão forte a um movimento como tem feito nos últimos dias pelo movimento Gay.

Falava-se muito do primeiro beijo gay na televisão, todos pensávamos que seria numa novela de qualquer horário da Globo, mas nos enganamos…

O beijo, desculpe-me, devo usar no plural, “os beijos” aconteceram no telejornal mais importante do Brasil, o Jornal Nacional.

Fico pensando que deve ter sido um golpe duro no escritor de novela que já estava de planos feitos para incluir essa cena nos seus textos, fico pensando também que algum escritor já deva estar pensando na primeira cena amorosa e sensual de um casal gay… sim porque os limites já foram ultrapassados, e precisam de ibope.

O fato é que hoje para a causa *homofóbica no Brasil, existem muitos motivos e pretextos para a legitimarem.

Violência contra gays em grandes cidades é um deles, mas esquecem que nosso país é violento em todas as esferas, e a violência contra o gay, é resultado disso, e não um índice causador de nos tornar um país que mata e agride somente homosexuais, mas também a prostitutas, pais de familia, idosos, estudantes, empresários, crianças etc…

Mas, isso não vem ao caso, ser gay, virou moda, quem tem tendência para esse comportamento encontra apoio nas mais variadas esferas que regem nossa sociedade, e agora a própria lei legitimou o que chamam de “novo segmento da familia brasileira”.

Pois bem, e a igreja como deve se portar frente a isso?

Tenho visto alguns corajosos que metem a cara na tv, entre eles até alguns que nem da igreja são, mas entendem que a apologia ao homossexualismo está indo além do direito de ser gay, e ultrapassando a isso, toma espaço daquele que não divide da mesma opinião.

Os cristãos de modo geral nesse país que usam a bíblia como diretriz e regra da fé cristã, sabem que os textos bíblicos não deixam sombra de dúvida sobre o homossexualismo. Deus atravez de sua palavra condena completamente a prática do homossexualismo, e isso, nunca tivemos problema nenhum em ensinar a nossos filhos, mas e agora? Perto do que imaginamos uma lei aprovada pelo Congresso, poderemos continuar a falar isso?

O que você como crente pensa? devemos nos acovardar? sentirmos medo do “politicamento correto”?

O que você como crente deve fazer? baixar a cabeça por conveniência, ou falará ao mundo que a prática do homossexualismo é pecado, sempre foi pecado e sempre será pecado?

Pra concluir… já parou pra pensar na palavra HOMOFOBIA? você sabe qual o sentido dela no dicionário português verdadeiro?

Digo verdadeiro porque se você procurar o sentido dessa palavra na internet hoje, ela sempre estará associada ao homossexualismo, então deixe-me explicar;

Fobia origina-se do grego e quer dizer “MEDO”.

Homo origina-se do latim e quer dizer; humano, ser humano, pessoa, gente ou homem é um animal membro da espécie de homo sapiens, pertencente ao genero família hominidae ”Homo sapiens - do latim ”homem sábio.

Logo, unindo essas duas palavras origina-se HOMOFOBIA, ou seja, medo do ser humano, medo de pessoas, de um indivíduo.


A pessoa que desenvolve um caso clínico especifico desse problema, a psicologia a trata de uma pessoa que SOFRE um ataque homofóbico. Ou seja, a homofobia não é algo que a pessoa desenvolve por vontade própria ou tomada de raciocínio, a homofobia é algo que se desenvolve por um disturbio de doença da ordem psíquica, logo, como associar essa palavra a um ato por exemplo de PRECONCEITO, que quer dizer outra coisa completamente diferente, ou seja;

Preconceito (prefixo pré- e conceito) é um “juízo” preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude “discriminatória” perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou “estranhos”.

Peraí, então estão usando até a palavra errada para justificar a causa! eu não tenho medo de um ser humano por ele ser gay, você tem? outra coisa, preconceito explica atos de selvageria contra o ser humano, mas homofobia meu querido…. é uma palavra no meu ver muito mal colocada pra associar a causa gay no mundo.

Caro irmão, não precisa ser agressivo e tão pouco cometer o erro criminoso do preconceito. Mas não abra mão de dizer que homossexualismo é pecado, e Deus abomina esse e todos os outros tipos de pecado, e nem por isso você deve ser chamado de homofóbico.

Mas o perdão de Deus está pronto pra trazer de volta aquele que se desgarrou.Diga isso ao mundo; Deus ama o pecador, mas abomina o pecado. Em Cristo;